domingo, 28 de setembro de 2008

Eu e as oportunidades perdidas(ou desperdiçadas)

A verdade é que estou perplexo diante de meu comportamento, ou da falta dele. Neste fim de semana tive uma grande oportunidade na minha vida. E quando digo "minha" quero dizer que provavelmente para você caro leitor ela não aparentaria ser tão grande nem tão importante, pois faz parte do MEU vivido e da MINHA construção de sentido.
Se está lendo este texto com a mera curiosidade em saber o que foi que eu perdi, ou deperdiçei, lamento muito informar que não será hoje que você ficará sabendo o que foi. Até porque envolve outras pessoas que provavelmente não gostariam de ter seus nomes expostos aqui, nem eu gostaria de expô-los pois poderia acarretar problemas nos meus planos pessoais de relacionamento. Além de ser anti-ético (risos)
Ilustrarei como este deperdício de oportunidade ocorre com uma situação real que aconteceu comigo.

Entrei no ônibus costumeiro, utilizado para voltar da faculdade, e me deparo com uma menina muitoo lindaa. Sério, a menina era demais, e tava me olhando(lembrem-se da subjetividade!!!). Eu fiquei naquele impasse, falo ou não falo com ela? Estava quase decidido a descer no mesmo ponto que ela pra puxar conversa. Minha covardia no entanto me obrigou a permanecer sentado. Quando ela desceu do ônibus, me deu um olhar tão fulminate que eu tive certeza que deveria ter desembarcado. Ah quantas noites, mal dormidas só pensando na oportunidade que perdi por causa da falta de coragem.

Agora que perdi essa oportunidade, terei mais alguns pares de noites parcialmente acordadas vivendo o passado. Porém nem tudo são espinhos, daqui a duas semanas terei uma nova oportunidade e essa não deixarei escapar por entre os dedos. Vou agarrá-la com toda força e me jogar de peito aberto. prometo dar notíciassobre essa nova empreitada.

Abraço!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cinema

Eis que estou de volta.

Nesta fria quinta-feira, como tem sido meu novo hábito, fui ao cinema. Esta vez, contudo, foi um tanto diferente. Não fui sozinho, fui com 2 amigos, e fui no unibanco arteplex ao invés de ir ao shopping curitiba.
O unibanco arteplex está localizado dentro do shopping Crystal, e nas quintas-feiras o ingresso sai pela bagatela de R$ 2,50 se você possuir, e levar, a carteirinha de estudante. o preço não é o único atrativo deste local. As salas são muito boas, têm uma atmosfera de teatro, apesar de eu ter ido a poucas peças de teatro. ste clima passa a sensação(que pode ser confirmada dependendo do filme) de que ali será apresentada uma bela e profunda obra de arte. a tela é bem próxima do público, mas não exige que você fique meneando a cabeça a fim de ler as legendas.Outro aspecto que reforça o clima "intelectual" deste estabelecimento é a grande possibilidade de você encontrar aquele filme mais "cabeça" que geralmente não passa em outros cinemas como cinemark ou an rede UCI de cinemas. Tudo isso é temperado com uma pitada de acessibilidade e democracia. Acessibilidade devido ao preço, e democracia porque você pode votar em filmes que quer ver lá.
Hoje, além de todas essas vantagens e comodidades, o filme também contribuiu muito para tornar esta tarde agradável. O título da obra prima que fui ver é "ensaio sobre a cegueira", dirido por Fernando Meirelles, e baseado no livro de José saramago.
Como tenho preguiça de fazer uma sinapse, colei uma já pronta.

"Ensaio Sobre a Cegueira" é uma adaptação da obra homônima de José Saramago e conta a história de uma praga que causa cegueira, inexplicável e incurável, que começa em um homem no trânsito e lentamente se espalha pelo país deixando a sociedade à beira de um colapso." (Comunidade do orkut: Ensaio Sobre a Cegueira)

O filme é fantástico, são tantos elogios que me falta por onde começar. Não sou nada entendido de filmes, não sei linguagens técnicas e tals, mas a câmera dos filmes do Meirelles são fantásticas, tive alguns vislumbres no filme "O jardineiro fiel". os jogos de luz também são fantásticos, e as desfocagens muito bem aproveitadas.Outra coisa muito boa é a utilização do som, as buzinas e ruídos me deixaram totalmente tenso.A trilha sonora não foi nada de extraordinário, foi apenas adequada.
Dentre todas as cenas, uma me chamou muito a atenção. O contexto não importa muito no aspecto que vou ressaltar. Só é necessário saber que um dos vitimados pela cegueira branca está saindo do refeitório, de repente ele esbarra em algo e instantaneamente surge diante dele um "balcão" que aprentemente não estava presente ali anteriormente(creio que esta redundância se fez necessária para que a cena fique bem clara).Poucos entenderão o sentido que dou para essa cena, pois não estão tendo aula de fenomenologia. Aqueles que compartilham do todo da aula de fenomenologia visado através de um ponto de vista que permita uma inter-subjetividade, entenderão a analogia que vi na cena.Ou talvez não.
Existem outros aspectos legais de serem abordados no filme(muitos outros), mas que por força da hora e pela quase extinção do comportamento de postar aqui, me impedem de continuar a divagar.
Quem assistiu ou leu o livro por favor comente a fim de discutirmos idéias.

Carlos Siqueira