Eis que estou de volta.
Nesta fria quinta-feira, como tem sido meu novo hábito, fui ao cinema. Esta vez, contudo, foi um tanto diferente. Não fui sozinho, fui com 2 amigos, e fui no unibanco arteplex ao invés de ir ao shopping curitiba.
O unibanco arteplex está localizado dentro do shopping Crystal, e nas quintas-feiras o ingresso sai pela bagatela de R$ 2,50 se você possuir, e levar, a carteirinha de estudante. o preço não é o único atrativo deste local. As salas são muito boas, têm uma atmosfera de teatro, apesar de eu ter ido a poucas peças de teatro. ste clima passa a sensação(que pode ser confirmada dependendo do filme) de que ali será apresentada uma bela e profunda obra de arte. a tela é bem próxima do público, mas não exige que você fique meneando a cabeça a fim de ler as legendas.Outro aspecto que reforça o clima "intelectual" deste estabelecimento é a grande possibilidade de você encontrar aquele filme mais "cabeça" que geralmente não passa em outros cinemas como cinemark ou an rede UCI de cinemas. Tudo isso é temperado com uma pitada de acessibilidade e democracia. Acessibilidade devido ao preço, e democracia porque você pode votar em filmes que quer ver lá.
Hoje, além de todas essas vantagens e comodidades, o filme também contribuiu muito para tornar esta tarde agradável. O título da obra prima que fui ver é "ensaio sobre a cegueira", dirido por Fernando Meirelles, e baseado no livro de José saramago.
Como tenho preguiça de fazer uma sinapse, colei uma já pronta.
"Ensaio Sobre a Cegueira" é uma adaptação da obra homônima de José Saramago e conta a história de uma praga que causa cegueira, inexplicável e incurável, que começa em um homem no trânsito e lentamente se espalha pelo país deixando a sociedade à beira de um colapso." (Comunidade do orkut: Ensaio Sobre a Cegueira)
O filme é fantástico, são tantos elogios que me falta por onde começar. Não sou nada entendido de filmes, não sei linguagens técnicas e tals, mas a câmera dos filmes do Meirelles são fantásticas, tive alguns vislumbres no filme "O jardineiro fiel". os jogos de luz também são fantásticos, e as desfocagens muito bem aproveitadas.Outra coisa muito boa é a utilização do som, as buzinas e ruídos me deixaram totalmente tenso.A trilha sonora não foi nada de extraordinário, foi apenas adequada.
Dentre todas as cenas, uma me chamou muito a atenção. O contexto não importa muito no aspecto que vou ressaltar. Só é necessário saber que um dos vitimados pela cegueira branca está saindo do refeitório, de repente ele esbarra em algo e instantaneamente surge diante dele um "balcão" que aprentemente não estava presente ali anteriormente(creio que esta redundância se fez necessária para que a cena fique bem clara).Poucos entenderão o sentido que dou para essa cena, pois não estão tendo aula de fenomenologia. Aqueles que compartilham do todo da aula de fenomenologia visado através de um ponto de vista que permita uma inter-subjetividade, entenderão a analogia que vi na cena.Ou talvez não.
Existem outros aspectos legais de serem abordados no filme(muitos outros), mas que por força da hora e pela quase extinção do comportamento de postar aqui, me impedem de continuar a divagar.
Quem assistiu ou leu o livro por favor comente a fim de discutirmos idéias.
Carlos Siqueira
Aula 13 – História das letras
Há 17 anos

3 comentários:
Assisti o filme.
Simplesmente sem palavras, né??? Marcou demais!
Devo cometar que o filme é de extremo sentido...além de nos fazer rever muitos conceitos é em demasia fenomenologico, o que me faz partir uma simpatica ainda maior...
Devo ressaltar uma fala que rendeu-me muitas risadas e que considerei muito boa:
'' Quem concorda comigo por favor levante o braço...''
rs...
além da canção obviamente:'' I just call to say: I love you...''
Retomando a seriedade,filme muito bom realmente,mereceu certamente a postagem que tbm foi escrita informal porem sabiamente!
Beijos =*
Eu não li tudo, mas achei interessante que você ia no cinema sozinho. Eu gosto de fazer isto, apesar de que atualmente eu troquei totalmente as telas por livros, os quais leio sozinho.
abraços
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